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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Esparta e a educação



Esparta e a educação
Por Claudio Recco – coordenador do Historianet

Uma das principais características da cidade-estado de Esparta, na antiguidade, foi sua educação. A cultura espartana caracterizou-se por três elementos fundamentais que foram responsáveis pela sua formação ideológica: o militarismo, a xenofobia e o laconismo

 Situada nas margens do rio Eurotas, na região do Peloponeso, a cidade que na época era denominada de Lacedemônia, é considerada a grande exceção da antiguidade grega, com características peculiares, diferente das demais cidades, diferença essa utilizada ao longo do tempo como contraponto ao desenvolvimento de Atenas. No estudo da História, enquanto a preocupação principal é compreender a formação da democracia e o desenvolvimento da cidadania ao longo do período Arcaico da história grega, entendendo as transformações vividas por Atenas, percebe-se a situação inversa em Esparta, ou seja, a manutenção de suas estruturas tradicionais no mesmo período. Transformações e permanências colocam em oposição as duas cidades.

Se Atenas tornou-se paradigma para outras sociedades e criou modelos ainda hoje valorizados, Esparta tornou-se a antítese dessa situação. Isso significa que, uma das maneiras de valorizar a democracia e a cidadania e seu berço ateniense, é demonizar a situação oposta, aquela que negou esses valores, que ainda hoje – apesar das grandes diferenças – são considerados importantes.

Militarismo
Para o filósofo Aristóteles, em sua obra “Política”, "Todo o sistema da legislação dos lacedemônios visa uma parte das qualidades do homem - o valor militar, por este ser útil nas conquistas; consequentemente a força dos lacedemônios foi preservada enquanto eles estiveram em guerra, mas começou a declinar quando eles construíram um império, porque não sabiam como viver em paz, e não foram preparados para qualquer forma de atividade mais importante para eles do que a militar."

As grandes guerras e conquistas espartanas estão na base da própria formação da cidade. O processo de conquista das terras centrais do sul da Grécia, em particular a planície da Lacônia, implicou em uma sucessão de guerras que exigiam permanente estado de organização militar. Essa situação tendeu a perpetuar-se na medida em que a resistência dos povos dominados foi constante.
O desenvolvimento do escravismo dos povos dominados – ou hilotismo, como muitos preferem – representou uma eterna preocupação para os conquistadores ao longo do tempo, uma vez que a relação numérica entre os grupos era desfavorável aos espartanos, chegando os escravos a um número dez vezes maior do que o de espartanos.
As constantes revoltas dos povos dominados determinou a manutenção do militarismo, como forma de preservar as terras férteis e a exploração do trabalho. Segundo o historiador Arnold Toynbee, “os espartanos tornaram-se escravos dos seus escravos”.

Ao contrário das afirmações mais comuns, que associam o militarismo espartano a sua origem dória, havia uma situação objetiva, material, que determinou as concepções e práticas militares. A idéia de que os dórios invadiram a Grécia no século XII a.C. e provocaram a segunda diáspora reforça uma concepção de “cultura militar” anterior, base da cultura espartana. No século XII a.C. os dórios migraram em direção a Grécia, como outros povos já haviam feito e, caçadores e guerreiros nômades – como todo povo nômade – se enfrentaram com aqueles que já estavam instalados na Grécia e viviam da criação de animais e de pequena agricultura.
O militarismo foi justificado e teorizado ao longo dos séculos pela elite espartana que, para tanto, criou elementos jurídicos e ideológicos, como as tradições de Licurgo e a xenofobia, apoiados no estímulo ao laconismo.

Devido à militarização generalizada dos costumes, desenvolveram uma linguagem peculiar, com a preocupação de expressar-se com o mínimo possível de palavras. Numa sociedade em que não se cultivava a democracia nem o fascínio pela oratória, não era necessário um estudo muito profundo das coisas nem estimulava-se os discursos retóricos, muito menos a especulação filosófica. A idéia final era restringir a comunicação e desestimular os debates e, portanto, as possibilidades de críticas ao sistema predominante

Licurgo

Os espartanos atribuíam a existência da sua severa e abrangente legislação a Licurgo, personagem lendário, que seria um dos fundadores de Esparta, descendente de Hércules. Segundo a lenda, teria sido um dos primeiros governantes da cidade, um estadista, considerado como “pai da nação” e responsável pela implantação de rigoroso código, a Grande Rhetra, famoso em todo o mundo antigo e inspirado pelo deus Apolo.

A Agogê, a educação espartana

Em seu próprio significado, a palavra que os espartanos aplicavam para a educação já dizia tudo: agogê, isto é, “adestramento”, “treinamento”. Viam-na como um recurso para a domesticação dos seus jovens. O objetivo maior dela era formar soldados educados no rigor para defender a coletividade. A educação infantil tinha como objetivo a coletivização. Os jogos realizados tinham por objetivo não a competição e vitória de um sobre os demais, mas a organização em equipe, assim como as histórias e as lendas eram contadas para reforçar o patriotismo dos jovens. Os castigos físicos faziam parte desse adestramento e admitiam o roubo como parte da formação dos jovens que, caso pegos em flagrante, sofriam castigos violentos.
A etapa final da educação, entre os 16 e 20 anos, eram adestrados nas armas, na luta com lanças e espadas, no arco e flecha, preparados para o ingresso no serviço militar da pátria. Já participavam de operações militres simuladas nas montanhas ao redor da cidade. Segundo Plutarco “ andavam como as abelhas que sempre são partes integrantes da comunidade, sempre juntas ao redor do chefe... parecendo consagradas inteiramente à pátria.” Dessa maneira a educação produzia a jovem soldado necessário à Esparta: silencioso, disciplinado , antiintelectual e antiindividualista, obediente aos superiores, vigoroso, ágil, astuto , imune ao medo, resistente às intempéries e aos ferimentos, odiando qualquer demonstração de covardia e dedicado à cidade.

Laconismo

A cidade de Esparta foi fundada na planície da Lacônia e um dos hábitos de seus habitantes é o laconismo; que significa “expressar-se em poucas palavras”. Por um lado esse comportamento é entendido como um desdobramento da educação militarizada, pois as ordens deveriam ser cumpridas e nunca discutidas. Por outro lado, Sabe-se que os homens da elite eram soldados até os 60 anos de idade, quando poderiam participar mais ativamente da vida política. O direito de participação política iniciava-se aos 30 anos, com o direito de voto nas assembléias, porém as votações não eram acompanhadas de discussões e cada cidadão apenas aprovava ou rejeitava as propostas apresentadas.
Essa situação de dedicação quase exclusiva ao militarismo deu à mulher espartana uma situação diferenciada, quando comparada aos demais povos da época. As mulheres espartanas também possuíam uma educação militarizada e, posteriormente, eram incumbidas da administração das terras, do controle sobre o trabalho dos hilotas e da administração da produção, além de participarem da vida política cotidiana em funções administrativas.


Fonte: historianet.com.br

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Olimpíadas: Esporte e Poder


Claudio Recco*

Introdução
A Grécia Antiga deixou para toda humanidade, principalmente para o mundo ocidental, um dos mais expressivos legados culturais da história, com destaque para filosofia e dramaturgia. Outro aspecto que se desenvolve na sociedade grega é o esporte, pois até então, os exercícios executados pelo homem eram involuntários, em busca da caça para sobrevivência. 


O lema do atletismo “mais rápido, mais alto e mais forte” (“citius, altius e fortius”), representado pela trilogia correr, pular e arremessar, foi criado pelo padre Dére Didon em 1896, mas surgiu bem anteriormente, por volta de 776 a C. entre os jovens e soldados gregos, para desenvolver as habilidades físicas e criar competições. Os gregos iniciaram o culto ao corpo e, em homenagem a Zeus, inauguraram os Jogos Olímpicos.
Para os gregos cada idade tinha a sua própria beleza e a juventude tinha a posse de um corpo capaz de resistir a todas as formas de competição, seja na pista de corridas ou na força física. A estética, o físico e o intelecto faziam parte de sua busca para perfeição, sendo que um belo corpo era tão importante quanto uma mente brilhante.
Apesar de falarem a mesma língua e de terem unidade cultural, os gregos antigos não tinham unidade política, encontrando-se divididos em cidades-estado, ou seja, cidades com governos soberanos que, a cada quatro anos se reuniam num festival religioso na cidade de Olímpia, deixando de lado suas divergências.

Origem dos jogos

Originalmente conhecidas como Festival Olímpico, faziam parte dos quatro grandes festivais religiosos pan-helênicos celebrados na Grécia Antiga e eram assistidos por visitantes vindos de todas cidades-estado que formavam o mundo grego. Sediado na cidade de Olímpia, o Festival era muito antigo, mas foi a partir de 776 a C. que passou a ser feito um registro ininterrupto dos vencedores. 
Os primeiros jogos limitavam-se a uma única corrida com cerca de 192 metros. Em 600 a C., foi erguido o templo de Hera (esposa de Zeus), onde passaram a ser depositadas coroas de louros para os campeões e o estádio ganhou tribunas de honra e a cidade um reservatório de água.
Até 472 a C. as provas eram realizadas num único dia, sendo que apenas os cidadãos livres poderiam competir, além da participação feminina ser proibida. Os atletas que infringiam as regras estabelecidas eram multados rigorosamente, sendo que da receita das multas eram erigidas estátuas de bronze a Zeus. Os vencedores recebiam uma palma ou coroa de oliveira, além de outras recompensas de sua cidade, para a qual a vitória representava grande glória.
O caráter festivo dos jogos foi alterado a partir da segunda metade do século V a C., quando a rivalidade entre as cidades, principalmente entre Esparta e Atenas, resultou numa guerra civil conhecida na história como Guerra do Peloponeso; o mundo grego estava mais do que nunca esfacelado e enfraquecido. Na Grécia antiga, a cada quatro anos declarava-se uma trégua nas guerras, a fim de que a população pudesse participar dos jogos de Olímpia, competição que originou os modernos Jogos Olímpicos, e que eram realizados em honra de Zeus;


Durante o Império Romano, as modalidades de combate foram mais valorizadas e apesar da sobrevida, os Jogos Olímpicos acabaram juntamente com a antiga cultura grega, tendo sido banidos em 393 pelo imperador cristão Teodósio, possivelmente por suas práticas pagãs.

Retomada
Tolerância, fraternidade e igualdade: foi com esses ideais em mente que, em 1892, o barão Pierre de Coubertin apresentou à comunidade esportiva internacional a idéia de ressuscitar os Jogos Olímpicos. Na Grécia antiga, os jogos da cidade sagrada de Olímpia enfatizavam que competir sem vencer equivalia a desonra suprema. As corridas, as lutas, os saltos e os lançamentos de disco e de dardo serviam como a coroação da superioridade do indivíduo, oferecida em homenagem ao deus Zeus.
No entanto, na sociedade contemporânea, embora mantenham como ideal o congraçamento entre os povos, os Jogos Olímpicos têm sido palco de manifestações de conflitos políticos. Em abril de 1896, depois de 15 séculos de interrupção, as Olimpíadas voltaram a ser realizadas, com a participação de 311 atletas de treze países.
Ao contrário do que ocorreu na antiguidade, as guerras não foram suspensas e os conflitos políticos e militares entre as nações afetaram as Olimpíadas ao longo do século XX.
Os Jogos Olímpicos de Londres em 1908 foram marcados por disputas políticas. A Rússia conseguiu que a bandeira da Finlândia não fosse hasteada quando foram entregues as medalhas para o país, pois alegavam que a Finlândia era sua possessão.
Na cerimônia de abertura dos Jogos, o porta-bandeiras dos EUA James Sullivan, nascido na Irlanda e naturalizado norte-americano, recusou-se a prestar reverência à família real em um protesto contra o domínio inglês em seu antigo país.
Em 1932, os Jogos de Los Angeles foram duramente afetados pela depressão econômica que atingia grande parte do mundo, após a quebra da Bolsa de valores de Nova York. No ano em  que o presidente Roosevelt elaborou o New Deal, para a recuperação da economia, mas que teve seus efeitos percebidos nos anos subseqüentes.

As Guerras
Nos anos de 1916, 1940 e 1944, os jogos não ocorreram devido as Grandes Guerras. Terminada a Primeira Guerra Mundial, a Olimpíada seguinte foi realizada na cidade de Antuérpia e não contou com a participação da Alemanha e de seus aliados no conflito que terminara, pois não foram convidados para o evento como parte das punições do pós-guerra. Situação semelhante ocorreu em 1948 (Londres), com o banimento de Alemanha, porém Japão e Itália foram convidados, mas os orientais não compareceram.
Os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, tornaram-se, para muitos, o exemplo emblemático dos esforços dos nazistas para comprovar a superioridade dos arianos, glorificando a força física, a saúde e a pureza racial dos alemães. No entanto, esse mito nazista de superioridade da "raça ariana" foi derrubado pelo negro norte-americano Jesse Owens, vencedor de quatro medalhas de ouro nessa Olimpíada.
A política internacional teve grande impacto nos Jogos de Melbourne, em 1956. Alguns países árabes como Egito, Iraque e Líbano não participaram do evento devido à guerra árabe-israelense, após a nacionalização do Canal de Suez. Holanda, Espanha e Suíça boicotaram os Jogos como protesto pela intervenção do Exército soviético na Hungria. A China Popular abandonou os Jogos para evitar competir com Taiwan.
Guerra Fria
O clima de “Guerra Fria”, apresentada como a disputa internacional entre os blocos capitalista e socialista, liderada por Estados Unidos e União Soviética, apresentou situações distintas; em 1956 as duas “Alemanhas” desfilaram e competiram sob a mesma bandeira, como uma única nação. Em 1949 as zonas de ocupação dos países ocidentais foram transformadas na República Federal da Alemanha capitalista), enquanto que a zona sob influência soviética tornou-se a República Democrática Alemã. Na época ainda não existia o muro de Berlim, construído 6 anos depois das Olimpíadas.
Um certo clima de cordialidade ainda existiu em 1960, em Roma, quando na cerimônia  de encerramento os atletas dos Estados Unidos e da União Soviética trocaram os uniformes e caminharam juntos no estádio Olímpico. Nesse ano, a África do Sul fez sua última aparição antes de ter sua participação interditada por 32 anos devido à política do apartheid.
A Guerra Fria também produziu o efeito inverso, com o boicote dos Estados Unidos e de outros países ocidentais aos Jogos Olímpicos de Moscou em 1980 – primeira olimpíada organizada por uma país comunista – por conta da invasão soviética no Afeganistão. Em 1984 foi a URSS e 16 de seus aliados que boicotaram os jogos de Los Angeles dos Estados Unidos. Mas isto não impediu um recorde de participações, com representação de 140 países, entre eles China, que voltou depois de 32 anos de ausência.

1968
Duas semanas antes da abertura dos Jogos Olímpicos na Cidade do México, os primeiros na América Latina, aproximadamente 10 mil estudantes ocuparam a Plaza de lãs Três Culturas para protestar contra a presença de soldados nas Universidades públicas e foram violentamente reprimidos numa ação que matou cerca de 300 pessoas. O presidente do COI, o americano Avery Brundage, considerou o problema "problema interno". Durante as competições os atletas estadunidenses Tommie Smith e John Carlos, primeiro e terceiro colocados nos 200 m, subiram ao pódio e, ao som dos primeiros acordes do hino dos Estados Unidos, abaixaram a cabeça e ergueram o punho cerrado com luvas pretas, no gesto de luta tradicional do movimento negro “black power”, diante de milhões de espectadores de todo o mundo. Foram expulsos da delegação dos Estados Unidos, apesar de conservarem suas medalhas.

Munique
No dia 5 de setembro de 1972 um grupo de terroristas invade a Vila Olímpica, mata dois e toma nove integrantes do restante da delegação de Israel como reféns. Assim começou o mais trágico episódio dos Jogos Olímpicos. Membros de um grupo  denominado "Setembro Negro", os seqüestradores queriam a libertação de 236 palestinos presos em Israel, além de um avião para fugir da Alemanha.



A resposta irredutível do governo israelense levou os governo alemão a buscar negociações ao mesmo tempo em que procuraram organizar uma ação armada para o resgate dos reféns. A emboscada preparada pela polícia alemã no aeroporto Fuerstenfeldbrueck foi descoberta pelos terroristas que explodiram um avião e mataram todos os reféns. Cinco terroristas, um atirador de elite e um piloto de helicóptero também morreram após a troca de tiros. O incidente provocou a paralisação dos Jogos por 34 horas. Alguns países, como a Holanda e a Noruega, abandonaram a competição.

O “fim da Guerra Fria”
Em 1988, as olimpíadas ocorreram em Seul, na Coréia do Sul e apenas 6 países boicotaram o evento, em solidariedade á Coréia do Norte. Quatro anos depois, na cidade de Barcelona, a Alemanha unificada competiu com uma única equipe e as quinze repúblicas da antiga União Soviética participaram sob a bandeira da CEI (Comunidade de Estados Independentes)


Claudio Recco é o coordenador do HISTORIANET
Esse texto é parte do livro História em Manchete – no vestibular, editado em 2008

Fonte: www.historianet.com.br

domingo, 8 de agosto de 2010

A importância da Filosofia

O pensamento filosófico ou a Filosofia surgiu na Grécia antiga, do século VI a.C., durante o período da Antiguidade clássica. A partir da cidade de Mileto - cidade da costa da Jônia, na Ásia Menor - , alguns homens (filósofos) começaram a questionar o pensamento mítico.

O Pensador de Auguste Rodin.
Os primeiros filósofos (Tales, considerado fundador da filosofia; Anaximandro e Anaxímenes) buscaram um princípio que explicasse a existência do mundo sem recorrer ao mito (mythos). No pensamento mítico, o surgimento do mundo, dos seres humanos e das coisas foram por muito tempo atribuição dos deuses. Assim, as explicações míticas, ao que parece, satisfizeram durante séculos a curiosidade dos antigos gregos para a origem do mundo.

Foram as circunstâncias econômicas, sociais e culturais que levaram o aparecimento da filosofia na Grécia. Com isso, os antigos filósofos começaram a compreender e a explicar o mundo de uma maneira nova. Essa compreensão foi resultado das experiências e das observações sobre o funcionamento da natureza. Desta forma, o novo modo de pensar desvinculado da tradição mitológica, surgiu com a finalidade de estimular o pensamento crítico e a reflexão, além de contribuir para que os filósofos obtivessem novas representações do mundo, da sociedade, da humanidade e de suas ideais. Assim, para os filósofos gregos ("amigos do saber", concepção de Platão), não havia uma origem única para a multiplicidade das coisas que existem na natureza.

Foi por meio da Filosofia que ocorreu a sistematização do pensamento, através do uso da razão. Dai a importância que devemos dar ao pensamento filosófico.

Desse modo, o estudo da Filosofia, implica pensar que, é preciso estimular os jovens o gosto pela leitura, de conhecer a história do pensamento filosófico, para que dessa forma, sejam capazes de pensar por si mesmo e de compreender, em sua verdadeira dimensão, o mundo e a realidade que os cercam.

Por isso, o pensamento filosófico é imprescindível para a humanidade, já que por meio da razão, os seres humanos são levados a entender a essência escondida atrás da aparência das coisas. Portanto, é o pensamento filosófico que torna visíveis as coisas, conduzindo o homem ao mundo intelígivel, tirando-o da ignorância, da superstição e do fanatismo religioso.

Por Prof. Lima Júnior...