terça-feira, 17 de novembro de 2015

RELIGIÕES E TERRORISMO: ALGUMA RELAÇÃO?


Por Alipio De Sousa Filho, Cientista Social, professor da UFRN
Não é difícil ao ateu ou ao agnóstico considerar que seus posicionamentos estão em vantagem, do ponto de vista filosófico ou sociológico, em relação aos posicionamentos religiosos, e também do ponto de vista político-ético-moral: não pertencer a nenhuma das religiões existentes, não professar a crença em nenhuma divindade, não se deixar dominar por crenças sem fundamento, torna possível uma posição neutral, relativamente aos pontos de vistas religiosos, na análise política dos fatos e na construção de posições sobre o que queremos como ambiente e vida coletiva para todos os diversos seres humanos em nossas diversas sociedades.
Refletir sobre a vida e o mundo sem ideias religiosas na mente é uma das maneiras de experimentar o que propriamente pode ser chamado de pensar, pois livre das amarras nas quais as ideias religiosas se constituem. Pensar livremente, deixar o pensamento criar seus próprios conceitos, ideias, sem a interferência de ideais que lhe são exteriores, que lhe precedem e que se impõem como verdades às quais não se pode desobedecer, é o único modo de efetivamente o ser humano produzir conhecimento, novidades, tornar viva a ação da reflexão por meio da abstração cognitiva. Tudo o que não seja isso é pura perpetuação de pontos de vista estabelecidos, repetição dogmática, em obediência ao que se crê imutável, infalível. Em grande medida, é isso que são as religiões. Diferentemente de outras ideias (científicas, filosóficas, políticas), as ideias religiosas não admitem contestação, não admitem ser questionadas e substituídas. Elas não são propriamente ideias, são crenças. Os modos de pensar e saberes não religiosos admitem sua própria contestação, sua reformulação. As crenças religiosas são refratárias à reflexão, ao questionamento, a toda problematização. Não são propriamente um pensar.
O ateísmo ou agnosticismo são pontos de vistas vantajosos também porque podem pensar a própria existência das religiões como fenômenos humanos – o que não quer dizer de modo algum “uma necessidade humana” –, pois são fenômenos sociais, e, assim, defendê-las indistintamente em seus direitos de existir, mas, diferentemente do que pretende cada uma delas: defendendo o direito de todas existirem na coexistência do pluralismo religioso, mas, ao mesmo tempo, sem a permissão para nenhuma delas rebaixar a outra e rebaixar outros tantos direitos daqueles que não professam qualquer de suas crenças. E sem que nenhuma possa reivindicar avançar sobre o Estado para impor suas crenças à sociedade por meio de ente que, público, não pode representar nenhuma delas em particular. O Estado funciona (ou, por definição, deve funcionar) como o ateu ou o agnóstico: situar-se em posição neutral que não permita o domínio de crenças religiosas prevalecer em suas ações políticas, de produção de conceitos, ideias, leis, normas.
O filósofo esloveno Salvoj Zizek estava certo quando escreveu anos antes que “o ateísmo é um legado europeu pelo qual vale a pena lutar”. É claro, a Europa da tese de Zizek é a moderna, a Europa contemporânea, não é aquela que impôs a várias partes do mundo seu cristianismo, usando chicotes, como receitavam os jesuítas e os calvinistas (um deles escreveu que, no Brasil, o cristianismo teria que vestir os corpos indígenas nus nem que fosse “à coup de fouet” – a chicotadas. Isso foi no século XVII. O ateísmo veio depois. Mas, sem discordância com o filósofo, de fato, a posição ateísta tornou possível não apenas que o Estado moderno se tornasse laico – a laicidade é uma forma de “ateísmo” ou “relativismo a-religioso” – mas também tornou possível a própria proteção do Estado aos que escolhem adotar crenças religiosas: tornando a esfera pública democrática “um espaço público seguro para os que creem” (Zizek).
Mas as diversas correntes religiosas, igrejas e crentes não são agradecidos com os posicionamentos modernos, laico, secularista, relativista, em grande medida influentes nas ações do Estado. Todas elas querem o Estado para si, um Estado que favoreça suas posições, crenças. E sempre em nome de uma “verdade” que é “propriedade particular” de cada uma delas. No Brasil, hoje, vemos a ofensiva dos cristãos conservadores, evangélicos e católicos, cobrando do Estado que abandonem suas políticas emancipatórias de reconhecimento de direitos e demandas de gays (lgbt), mulheres, jovens, que consideram atentados ao que chamam de “família cristã”, “educação moral da família”, ameaçadas pelo que – numa inversão cínica – nomearam “ideologia de gênero”.
Na realidade, todo pensamento religioso pratica seu “terror”, aterroriza o pensamento, atemoriza o pensar e as pessoas, com suas imposições, exigências. E, por essa razão, não se torna estranho que um bom número daqueles que adotam crenças religiosas pense a vida e o mundo de uma maneira dogmática, autoritária, intransigente, e exerça seu “terrorismo” ideológico sobre os outros. Visando impor suas visões, sem admitir questionamentos. Em maior ou menor medida, todas as religiões praticam, seu terrorismo particular sobre seus próprios membros e tentam fazer o mesmo com todos os demais que não as acolhem. Como diriam os mais jovens hoje, “tocam o terror” para impor suas convicções, seus dogmas, suas crenças arbitrárias. Sabe-se como nas famílias – de todas as religiões – crianças, jovens e adultos são fustigados com as cobranças diárias de seguirem crenças, dogmas, valores, muitas vezes em contrário aos seus desejos, ideias, escolhas. Impondo-se condutas morais, reprimindo desejos, censurando opiniões etc. Ainda que tudo possa parecer e aparecer como adesão espontânea, história familiar ou comunitária. Para situar um único exemplo, são muitos os casos de filhos e filhas gays expulsos de suas casas ou violentamente submetidos a regimes de vigilância e sujeição à autoridade familiar em nome de convenções religiosas.
Passar desse “terror”, que persegue pensamentos e pessoas, para o terrorismo assassino, que executa, elimina, mata pessoas, não é algo difícil, não é algo exclusivo de nenhuma religião e não é algo que ainda não tenha ocorrido na história de diversos povos e de todas as religiões. Talvez excluídas dessa história poucas delas, muito mais próximas de filosofias que propriamente religiões. O judaísmo nasceu “tocando o terror” em todos os povos que não aderiram às suas convicções, maldizendo todas as “divindades” que não eram o Javé hebraico, amaldiçoando toda “idolatria” aos “deuses falsos”. E o que não ficou apenas em palavras. É ler o Antigo Testamento e constatar! Seu herdeiro direto, o cristianismo seguiu a mesma linha: criou suas Cruzadas, sua Inquisição, a evangelização colonizadora (que matou grupos humanos inteiros; os povos indígenas das Américas são um exemplo!) e, hoje, permanece fornecendo seus fundamentalismos de muitos estilos, não menos terroristas em palavras e atos. Nos EUA, muitos casos de tiroteios em escolas, cinemas e ruas são realizações de cristãos fundamentalistas em nome da fé. Os mulçumanos, desde o ano 622, fazem suas “jihads” contra populações locais que vão encontrando e chamando de “infiéis”, por não professarem a crença islâmica. Tão logo após a morte de Maomé, avançaram sobre diversos territórios e, no século 8, sobre o norte da África e península Ibérica, submetendo populações locais ao Corão por meio da espada. Os “califas” do DAESH (termo que, num jogo de palavras em árabe, significa “alguém que pisa e esmaga”, e, por esse significado, rapidamente substituído pelos seus próprios militantes por um outro nome: o autonomeado “Estado Islâmico” de hoje, ou ISIL, ISIS, EI) não ficam nada a dever aos califas de antes. Como antes, os “califas” do EI executam pessoas, enterram crianças vivas, escravizam sexualmente mulheres, degolam seus “inimigos”.
Estranho, então, que ateus, agnósticos, opiniões de esquerda, anarquistas, queers, descolonizadores, entre outros, queiram agora “relativizar” e “ponderar”, como “consequências” da história (sobretudo “consequências” das presumidas ações das chamadas “potências ocidentais”), os recentes casos, nos últimos anos, de atentados terroristas praticados pelo chamado “Estado Islâmico” e pela Al-Qaeda. Ainda, fala-se do “risco” das “comunidades muçulmanas” pagarem um preço alto, ao serem todos os muçulmanos “confundidos” como cúmplices dos terroristas, seus apoiadores, financiadores, protetores. E mais estranho ainda porque pretendem com isso parecer críticos das potências imperialistas e capitalistas que seriam as responsáveis pela gênese do terrorismo de facções do islamismo fundamentalista. Alguns que são verdadeiros populistas de um oportunista “amor” aos palestinos, aos muçulmanos – amor de última hora!
Que existem populistas de direita, na Europa e em outras partes, que aproveitam o momento para sua pregação xenófoba, racista e islamofóbica, não há dúvida. Mas eles são uma minoria. E isso já ficou mais do que provado em mais de uma circunstância. Todavia, não se pode pedir às populações europeias, americana e igualmente de outros países atingidos (incluindo aquelas do mundo árabe e mulçumano) e aos seus governos que não acionem medidas e suas forças militares para combater aqueles que lhes ameaçam e à vida de seus cidadãos. Aqui, não há que se perder o foco da análise: a facção sunita Estado Islâmico não é flor que se cheire. Ela é mortal! Ela é mesmo “daesh”! O Estado Islâmico é o ápice do terrorismo das religiões! É apenas o ápice do que estas praticam em suas ações cotidianas. Dizer que o islamismo ou que os muçulmanos não podem ser “confundidos” com terrorismo é uma besteira sem tamanho. Ninguém os confunde! Mas pode tornar-se uma desfaçatez quando isso sair da boca de certos islâmicos. As mesquitas, pelo mundo, estão cheias de pregadores fundamentalistas radicais, doutrinadores, difundindo ideias obscurantistas e ódios contra um presumido “Ocidente infiel”. Desejosos de transformar o mundo inteiro em mundo mulçumano. Delírio que tem levado milhares de jovens – desesperados, marginalizados, excluídos, tudo isso é verdadeiro! – ao delírio ainda maior de fazer surgir esse mundo impondo-o pela via da força bruta, das armas, da morte. Aliás, delírio que somente vai às suas últimas consequências por outro delírio: aquele produzido pelas drogas que seus militantes utilizam em suas ações: heroína, ópio, cocaína, LSD, como já se sabe.
Assim, há que se evitar cair em tergiversações e enganos. Não se trata, pois, de substituir a crítica ao terrorismo das religiões, nas suas diversas formas, por uma pretendida preocupação com as atitudes de “cristianismofobia”, “islamofobia”, “judaismofobia”, pois o problema não está aí: o problema esteve sempre e permanecerá sempre enquanto as religiões pretenderem impor suas crenças particularistas a todos os demais na sociedade, e mais ainda quando isso for buscado pela via do terrorismo assassino. Se agora isso se apresenta na forma das ações do DAESH, pois seja ele o alvo de todos os combates para eliminar suas ações! E isso não é islamofobia!
É por essa razão que, aos ateus e agnósticos, mas a todos os demais, enfim, cabe condenar os atos terroristas – ideológicos ou dos assassinatos e atentados – de todas as religiões, quaisquer que sejam. A grande mentira de todas as religiões é pretender fazer crer que desejam unicamente o bem, a paz e a salvação de todos, quando o fazem desde que “todos” aceitem a sujeição às suas crenças e, para algumas delas, apenas às suas crenças. Como escreveu o filósofo francês André Comte-Sponville, “o bem não precisa de Deus” e “pode-se ter profunda espiritualidade sem religião”.
Fonte: Carta Potiguar

domingo, 15 de novembro de 2015

Turma do 9º Ano, veja!

O que é o jihadismo?

  • 14 dezembro 2014

Homem muçulmano em protesto na Líbia | Foto: AP
Image captionTermo "jihadista" é usado para diferenciar grupos sunitas violentos dos não violentos

Uma investigação da BBC descobriu que mais de 5 mil pessoas em todo o mundo morreram no mês de novembro como resultado da violência causada pela Al-Qaeda, suas ramificações e grupos que compartilham da mesma ideologia, comumente chamada de "jihadismo".

O que significa jihad?

A palavra "jihad" é amplamente utilizada – muitas vezes de maneira imprecisa – por políticos ocidentais e pela mídia.
Em árabe, a palavra significa "esforço" ou "luta". No islã, isso pode significar a luta interna de um indivíduo contra instintos básicos, o esforço para construir uma boa sociedade muçulmana ou uma guerra pela fé contra os infiéis.

Qual é a diferença entre os jihadistas e os muçulmanos?


Combatentes do Al-Shabab na Somália em 2008 | Foto: AP
Image captionO grupo Al-Shabab liuta contra o governo na Somália e é associado a uma série de ataques no Quênia

O termo "jihadista" tem sido usado por acadêmicos ocidentais desde os anos 1990, e mais frequentemente desde os ataques de 11 de setembro de 2001, como uma maneira de distinguir entre os muçulmanos sunitas não violentos e os violentos.
Muçulmanos têm, a rigor, o objetivo de reordenar o governo e a sociedade de acordo com a lei islâmica, chamada de sharia.
No entanto, jihadistas entendem que a luta violenta é necessária para erradicar obstáculos para a restauração da lei de Deus na Terra e para defender a comunidade muçulmana, conhecida como umma, contra infiéis e apóstatas (pessoas que deixaram a religião).
Se a umma é ameaçada por um agressor, eles sustentam que a jihad não é só uma obrigação coletiva (fard kifaya), mas também um dever individual (fard ayn), que deve ser cumprido por todos os muçulmanos capazes, assim como as preces rituais e o jejum durante o Ramadã.
O termo "jihadista" não é usado por muitos muçulmanos porque eles acreditam que se trata de uma associação incorreta entre um conceito religioso nobre e a violência ilegítima. Em vez disso, eles usam o termo "pervertidos", com a ideia de que muçulmanos envolvidos em atos violentos se desviaram dos ensinamentos religiosos.

Todos os jihadistas querem a mesma coisa?


Combatentes do
Image captionGrupo autodenominado "Estado islâmico" quer estabelecer califado entre leste da Síria e oeste do Iraque

Jihadistas compartilham dos mesmos objetivos básicos de expandir o islã e contrapor-se ao perigo que pode atingi-lo, mas suas prioridades podem variar. Um estudo recente de Thomas Hegghammer, do Departamento de Pesquisa de Defesa da Noruega, identificou cinco objetivos mais proeminentes:
  • Mudar a organização política e social do Estado. Por exemplo, o Grupo Armado Islâmico (GIA) e o antigo Grupo Salafista para Pregação e Combate (GSPC) lutaram por uma década contra as forças de segurança da Argélia, com o objetivo de derrubar o governo e criar um Estado islâmico.
  • Estabelecer soberania em um território percebido como ocupado ou dominado por não muçulmanos. O grupo baseado no Paquistão Lashkar-e-Taiba (Soldados da Pureza, em tradução livre) se opõe ao controle da Caxemira pela Índia, enquanto o grupo Emirado do Cáucaso quer criar um Estado islâmico nas "terras muçulmanas" da Rússia.
  • Defender a umma de ameaças externas não muçulmanas. Isso inclui jihadistas focados em lutar contra o que eles chamam de "inimigo próximo" (al-adou al-qarib) em áreas confinadas – como árabes que viajaram para a Bósnia e a Chechênia para defender muçulmanos desses locais contra exércitos não muçulmanos – e "jihadistas globais" que combatem o "inimigo distante" (al-adou al-baid), que na maioria dos casos é o Ocidente. A maioria destes são afiliados à Al-Qaeda.
  • Corrigir o comportamento moral de outros muçulmanos. Na Indonésia, justiceiros deixaram de usar paus e pedras e passaram a atacar pessoas com armas e bombas em nome da "moralidade" e contra "desvios".
  • Intimidar e marginalizar outros grupos muçulmanos. O grupo Lashkar-e-Jhangvi (Soldados de Jhangvi, em tradução livre) realizou durante décadas ataques violentos contra os xiitas paquistaneses, que eles consideram hereges. O Iraque também sofre com a violência sectária.

Como eles justificam o uso da violência?


Ataque em mesquita em Kano, na Nigéria, em 2011 | Foto: AFP
Image captionO grupo Boko Haram matou milhares de pessoas, a maioria delas no nordeste da Nigéria

Os jihadistas dividem o mundo em "reino do islã" (dar al-Islam), terras sob a lei muçulmana, e o "reino da guerra" (dar al-harb), terras que não seguem a lei muçulmana e onde, em determinadas circunstâncias, a guerra em defesa da fé pode ser aprovada.
Líderes e governos muçulmanos que os jihadistas acreditam terem abandonado as recomendações da sharia são considerados como estando fora do "reino do Islã", o que os tornaria alvos legítimos de ataque.

Por que civis são mortos?


Restos do World Trade Center após o ataque de 11 de setembro de 2001 | Foto: Getty
Image captionAtaque da Al-Qaeda às Torres Gêmeas em Nova York matou quase 3 mil pessoas

Grupos jihadistas atingiam civis antes do crescimento da Al-Qaeda, mas isso resultou em violência contra eles mesmos, em uma escala que até então não tinham imaginado.
Em 1998, Osama Bin Laden e os líderes de quatro grupos jihadistas no Egito, no Paquistão e em Bangladesh assinaram uma declaração de guerra total contra os Estados Unidos e seus aliados, e pediram que tanto soldados quanto civis fossem alvejados.
O profeta Maomé disse que exércitos muçulmanos deveriam fazer o possível para evitar machucar crianças e outros não combatentes.
A declaração assinada pelos grupos, no entanto, afirma que matar os não combatentes é um ato de reciprocidade pela morte de civis muçulmanos. Após os acontecimentos de 11 de setembro de 2011, Bin Laden tentou justificar o ataque a civis dizendo que, como cidadãos de um Estado democrático que elegeu seus líderes, eles também eram responsáveis pelas ações dos governantes.
Atingir civis muçulmanos em ataques tem se provado ainda mais polêmico. Em 2005, o então segundo em comando de Bin Laden, Ayman Al-Zawahiri, aconselhou o ex-líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab Al-Zarqawi, contra a ideia de matar civis xiitas. Al-Zawahiri afirmou que "isso não será aceito pelo povo muçulmano não importa o quanto você tente explicar".
O uso de táticas semelhantes no Iraque e na Síria pelo grupo autodenominado "Estado Islâmico" (anteriormente conhecido como Isis), que nasceu da Al-Qaeda no Iraque, foi um dos motivos pelos quais Al-Zawahiri, já ocupando o lugar de Bin Laden, renegou o grupo em fevereiro de 2014.

Por que os Estados Unidos costumam ser o alvo principal?


Ayman al-Zawahiri, Osama Bin Laden e Muhammad Atef | Foto: AP
Image captionOsama Bin Laden pediu que tantos militares quanto civis ocidentais fossem alvejados em ataques

Em uma declaração em 1998, Osama Bin Laden acusou os Estados Unidos de "ocupar as terras do islã no lugar mais sagrado de todos, a península Arábica, saqueando suas riquezas, impondo-se a seus líderes, humilhando seus povos, aterrorizando seus vizinhos e transformando suas bases na península na ponta de lança com a qual lutam contra os povos muçulmanos na região".
Segundo Bin Laden, esses "crimes e pecados" configuravam uma "clara declaração de guerra contra Alá, contra seu mensageiro e contra os muçulmanos".
Em 2013, dois anos após a morte de Bin Laden, Ayman Al-Zawahiri escreveu em suas "diretrizes gerais para a jihad" que "o objetivo de atacar a América é exauri-la e fazê-la sangrar até a morte, para que ela tenha o mesmo destino da ex-União Soviética e desabe sobre seu próprio peso, como resultado de suas perdas militares, humanas e financeiras. Consequentemente, seu controle sobre nossas terras enfraquecerá e seus aliados cairão um após o outro".

Qual é o tamanho dos Estados islâmicos que eles querem estabelecer?


Líder do
Image captionLíder do "Estado islâmico" se autodeclarou califa e quer implementar sharia em território dominado

Muitos grupos jihadistas buscam estabelecer Estados islâmicos em seus respectivos países de origem, como o Boko Haram na Nigéria e o Movimento Islâmico do Uzbequistão.
Outros grupos querem criar um "califado" – governado de acordo com a sharia pelo califa, que significa "substituto de Deus na Terra" – que se espalhe por diversas regiões. Alguns, como a Al-Qaeda, querem reestabelecer o antigo califado que se estendia da Espanha e norte da África até China e Índia.
O líder do grupo, Ayman Al-Zawahiri, prometeu "libertar todas as terras muçulmanas ocupadas e rejeitar todo e qualquer tratado, acordo ou resoluçãointernacional que dê aos infiéis o direito de tomar terras muçulmanas", incluindo a Palestina história, a Chechênia e a Caxemira.
Já o líder do grupo autodenominado "Estado islâmico", Abu Bakr Al-Baghdadi, também diz querer "demolir" as fronteiras estabelecidas pelo Acordo de Sykes-Picot, de 1916 (que delimitou as zonas de influência britânica e francesa no Oriente Médio após a Primeira Guerra Mundial). Seu grupo já declarou a criação de um califato que se estende pelo leste da Síria até o oeste do Iraque.
O "Estado islâmico" e a Al-Qaeda também têm métodos diferentes de estabelecer a lei islâmica. A abordagem da Al-Qaeda é mais de longo prazo, enquanto o "Estado islâmico" procura implementar imediatamente sua versão da sharia em seus territórios.

Há grupos jihadistas xiitas?


Membros da milícia xiita Brigadas do Hezbollah no Iraque em outubro de 2014 | Foto: EPA
Image captionMilícias xiitas apoiam forças de Assad na Síria e se mobilizam contra o "Estado islâmico" no Iraque

Há grupos militantes de muçulmanos xiitas que são, por natureza jihadistas. No entanto, eles são muito diferentes dos grupos sunitas. De acordo com a tradição xiita, os mujtahids – estudiosos religiosos mais antigos – possuem a autoridade para declarar uma jihad "defensiva". Mas somente o 12º imã (alto líder religioso) – que desapareceu há 1.100 anos, mas é considerado vivo pelos xiitas – poderia declarar uma jihad "ofensiva" quando retornar.
Durante séculos, a maioria dos sacerdotes xiitas defendia o não posicionamento político, enquanto esperavam o retorno do imã. Mas essa perspectiva mudou nos anos 1960 e 1970, dando origem ao ativismo que culminou na revolução de 1979 no Irã e no estabelecimento de uma República Islâmica no país.
Recentemente, a natureza sectária do conflito na Síria fez com que grupos xiitas apoiados pelo Irã ajudassem as forças leais ao presidente Bashar Al-Assad, membro da minoria xiita alauíta. Os grupos e seus milhares de lutadores "voluntários" – que vêm do Iraque, do Irã, do Líbano e do Iêmen – dizem que estão na Síria para defender o santuário xiita de Sayyida Zaineb, em Damasco.
O grupo libanês Hezbollah diz que seus membros mortos na Síria são mártires que morreram "cumprindo deveres jihadistas". Da mesma forma, o avançao do "Estado islâmico" no Iraque em 2014 também teve a mobilização de milícias xiitas para defender locais sagrados contra o grupo sunita.
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/12/141211_jihadismo_entenda_cc


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

AULA DE CAMPO
TEMA: CAMINHOS HISTÓRICOS NA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA
Professor responsável: José Lima Dias Júnior (História)
Profs. colaboradores: Antônio Pinheiro Neto (Língua Inglesa) e Luís Vitorino (Ed. Física)
Unidade de Ensino: Escola Municipal Genildo Miranda
Data: 30/07/2015
Memorial da Resistência
INTRODUÇÃO:
“A Memória, no sentido primeiro da expressão, é a presença do passado. A memória é uma construção psíquica e intelectual que acarreta de fato uma representação seletiva do passado, que nunca é somente aquela do indivíduo, mas de um indivíduo inserido num contexto familiar, social, nacional”, ressalta Raimundo Nonato Pereira Moreira.
Discutir o tema da construção da memória é fundamental para a reflexão sobre o ensino da história, principalmente quando, em sala de aula, trabalhadas questões do cotidiano e do mundo em que os alunos estão inseridos.
Partindo deste pressuposto, é que a aula de campo tem como objetivo relatar a importância da memória e da história, a partir da aplicação dos conceitos de preservação, patrimônio histórico e cultural vivenciados pelos alunos (6º Ano) no ambiente escolar, onde o aluno, ao longo da sua escolarização, “vive o processo de integrar sua vida ao contexto social que o cerca e de ampliar esse contexto para outros tempos e espaços”, observa Patrícia Ramos Braick.
JUSTIFICATIVA:
A relevância da visitação ao Memorial da Resistência Mossoroense para complementar as atividades realizadas em sala de aula reside no apoio à preservação da memória local, bem como, na reflexão sobre a própria história. Dar organicidade aos registros da história é de fundamental importância para a edificação do saber histórico. Nessa perspectiva, a memória deve ser entendida “enquanto objeto de conhecimento”, mas “como uma possibilidade de reflexão sobre o passado através de sua representação no momento presente” (2003, p. 107).
Problematizando o passado
A preocupação com a preservação da memória histórica e do patrimônio cultural é uma afirmação da nossa identidade étnica e cultural. Nesse sentido, as palavras do historiador Edward Said são bastante esclarecedoras:
A invocação do passado constitui uma das estratégias mais comuns nas interpretações do presente. O que inspira tais apelos não é apenas a divergência quanto ao que ocorreu no passado e o que teria sido esse passado, mas também a incerteza se o passado é de fato passado, morto e enterrado, ou se persiste, mesmo que talvez sob outras formas.
Entendemos por patrimônio o conjunto de bens culturais de propriedade de todos os cidadãos e com valor reconhecido para uma região e humanidade. Define-se como bens culturais a produção dos indivíduos nas diferentes partes do mundo, formando o testemunho da intervenção humana no ambiente, englobando as mais diversas formas. (ASSUNÇÃO, 2003, p.23).
Para o aluno, a preservação do patrimônio histórico e cultural pode ser a oportunidade de um entendimento distinto do mundo que o cerca, além da possibilidade de criação de laços íntimos com o espaço, na tentativa de se evitar a depredação de bens e locais públicos, bem como pensar a importância destes para a paisagem urbana e o espaço comum de convivência. Portanto, conhecer a história da cidade e seu processo constitutivo é saber que cada indivíduo faz parte deste processo como ser ativo.
Pequenos historiadores, novas interpretações.
Contemplando a natureza do saber histórico
OBJETIVOS:
Geral:
  • Desenvolver a conscientização do educando em relação à preservação e conservação do patrimônio que cerca a cidade.
Específicos:
  •  Realizar reflexões acerca da importância do patrimônio histórico e cultural no desenvolvimento da sociedade;
  •  Efetivar uma prática cotidiana de defesa do patrimônio;
  •  Mostrar a importância da defesa do patrimônio com tarefa essencial na conquista da cidadania plena;
  • Apresentar aos alunos as questões referentes à preservação de seus monumentos e edifícios, considerados componentes do Patrimônio Cultural Edificado dessas cidades.
Dados sobre o Memorial da Resistência:

Interior do Memorial da Resistência
Memorial da Resistência é um museu de exposições que destacam o tema do Cangaço e a resistência da cidade de Mossoró ao bando de Virgulino Ferreira da Silva - vulgo Lampião - que tentou invadir a cidade no ano de 1927. Composto por três andares, que abrigam cinco módulos para destacar diferentes temas e aspectos do Cangaço, o memorial apresenta exposição de vários painéis.
módulo um conta à história do movimento e o módulo dois apresenta as biografias dos heróis da resistência mossoroense, ilustradas com fotografias. O módulo três, denominado "A Cidade", exibe fotografias que revelam a evolução da fisionomia arquitetônica de Mossoró. O módulo quatro, chamado "Portal", tem um salão de exposição, salas de projeção de filmes e consultas virtuais sobre temas relativos ao Cangaço e café literário. (Wikipédia, a enciclopédia livre)
A História como campo de possibilidades.
METODOLOGIA DE ENSINO:
- Aulas expositivas;
- Leituras, discussões de textos e debates em sala.
Jeová, aluno do 6º Ano ""B".
AVALIAÇÃO:
Para obter um resultado esperado fiz uso da avaliação somativa. Essa modalidade, geralmente, é aplicada ao final de cada período de aprendizado, com o objetivo de medir o conhecimento adquirido pelo educando.Como instrumentos de avaliação foi utilizados textos complementares, realização de leitura compartilhada e da literatura de cordel durante o primeiro semestre a fim de procurar identificar, aferir, investigar e analisar o desempenho do aluno, bem como na aplicação dos conceitos de Tempo histórico (passado/presente), Preservação e Patrimônio Cultural para compreender a relação entre Memória e História.
RESULTADOS:
Durante a aula de campo constatou-se que o aluno é motivado a desenvolver e expressar seu pensamento quando se aprende história em lugares distintos, sendo o museu um desses espaços. Na referida aula optamos por reflexões que levassem em conta o contexto das experiências humanas (historicidade) e inserissem o aluno como sujeito histórico que se vive e se constrói diariamente (história vivida), já que é colocado em situação que o conduzem a problematizar o passado sem esvaziar o tempo presente.
Visita a Igreja de São Vicente.
ANEXOS:
O bando de Lampião, em Limoeiro do Norte (CE), após ataque a cidade de Mossoró, em 13 de junho de 1927.
Grupo de resistentes (Blogdogemaia.com.br)
Capela de São Vicente, final dos anos 20, começo dos anos 30, por Francisco Soares de Lima (honoriodemedeiros.blogspot.com.br)
Lateral da Capela de São Vicente (Foto: Valdecy Alves)


 Marcas de balas no campanário da Igreja (Foto: Valdecy Alves)
Residência do Coronel Rodolpho Fernandes, durante a invasão, vendo-se, ao fundo a Igreja de São Vicente (lampiaoaceso.blogspot.com.br).
Trincheiras de defesa a cidade de Mossoró ao Bando de Lampião:
Trincheira da Estação Ferroviária:
Chamada de aTrincheira de Saboinha, apelido de Vicente Sabóia Filho, o então Diretor da Superintendente da Estrada de Ferro.


Esta trincheira foi constituída de civis e militares. Os civis: Francisco Santiago de Freitas; Inácio Bispo; João Delmiro; José Cordeiro; José Pereira; José Tenório; Lafaiete Tapioca, engenheiro; Lourenço Menandro da Cruz; Pacífico de Almeida; Raimundo Leão de Moura, comerciante; Vicente Sabóia Filho. Os militares: os Soldados Clóvis Marcelo de Araújo e Severino França, e o 3º Sargento Pedro Sílvio de Morais. 
Atualmente, esta estação faz parte de um conjunto de edificações, tombado e destinado a fins culturais, que recebe a denominação de Estação de Artes Eliseu Ventania. (Fonte: http://telescope.blog.uol.com.br)
Trincheira Francisco Marcelino Holanda

A imagem 01 mostra o local da sexta trincheira de defesa da cidade ao ataque de Lampião, (1900-1938), à cidade de Mossoró-RN, em 13/06/1927. Esta edificação, até a presente data, ainda encontra-se erguida, à Praça Rodolfo Fernandes.
Raul Fernandes, na obra abaixo, assim a descreve: "No sobrado, à Praça Rodolfo Fernandes, 95, ficaram nove civis armados de rifles, municiados com setenta balas cada homem. Compuseram a trincheira: Antônio Cordeiro, Basílio Silva, Estevão de Tal, José Matias da Costa, Manoel Ferreira, Luiz Mendes de Freitas, Noberto de Souza Rego, Severino de Aquino e Tertuliano Aires Dias, conhecido por Terto Aires, proprietário de uma fundição na cidade.” (Fonte: http://telescope.blog.uol.com.br)
Trincheira - Miguel Faustino do Monte & Cia.


 A imagem, de autor desconhecido, mostra o conjunto arquitetônico que sediou a firma Miguel Faustino do Monte & Cia, Mossoró-RN, em 1915, a qual serviu como a quinta trincheira de defesa da cidade contra o ataque de Lampião, (1900-1938), em 13/06/1927. Esta firma estava situada à Praça dos Fernandes, que o autor informa, em 1978, ser a atual Praça Getúlio Vargas, nº 6.
Raul Fernandes, na obra referenciada, assim descreve esta trincheira: "Miguel Faustino, o dono da firma, adquiriu uma dúzia de rifles, e no dia  12 de junho, armou dez funcionários e dois trabalhadores, cabendo dez balas a cada um. Ficaram de vígilia, nos armazéns e, no escritório, os funcionários Antônio Coelho, Francisco Matos Rolim, Joaquim Gregório da Silva, José Domício do Couto, José Soares de Góis, José Alencar, João Abel, Miguel Menezes, Moacir Monte e Raimundo Ramalho. À noite, Vicente Sabóia e Raimundo Leão visitaram esta trincheira. No dia seguinte, o diretor da firma Antônio Teodoro Soares e a maioria dos funcionários deixaram a cidade com suas famílias. Na hora do assalto, a trincheira estava praticamente abandonada, sem comando, entregue a meia dúzia de trabalhadores. (..) Durante a noite, um trabalhador ficou de vigia em cima da caixa d"água, atrás do escritório da firma, imitando o canto do galo, avisaria da aproximação dos cangaceiros. Ganhou a alcunha de Zé do Galo, para o resto da vida." (Fonte:http://telescope.blog.uol.com.br)

 Trincheira Tertuliano, Fernandes & Cia.


A quarta trincheira de defesa da cidade de Mossoró, em 1927, foi montada nos armazéns da firma Tertuliano, Fernandes & Cia, imagem 01, que Raul Fernandes, na obra abaixo, assim a descreve:
"Os dez armazéns conjugados da firma ocupavam o lado norte da praça Felipe Guerra. A fim  de protegê-los, colocaram no sobrado, 160, a leste da praça, seis trabalhadores com cinquenta balas cada um - João Manoel Filho, Antônio Juvenal, João Ferreira da Silva, Luiz Chico, José Manoel e Francisco Canuto. A segunda trincheira fora organizada no sobrado, dormitório dos empregados, na esquina da rua Cel. Gurgel com a Frei Miguelinho. Formada por Manoel Sabino Lima, Francisco Campos Nogueira, Sérgio Queiroz, Francisco Porto, Pedro Maia e Monte Belo. Pouco antes do assalto, chegaram uns comboeiros com rifles, e dez balas cada um. Outra parte do pessoal de Tertuliano foi para a trincheira de Rodolfo."
Trincheira Alfredo Fernandes & Cia.

A terceira trincheira do Prefeito Rodolfo Fernandes para defesa do assalto à cidade de Mossoró, em 1927. Defesa esta que foi montada na empresa deAlfredo Fernandesque Raul Fernandes assim a descreve:
"o prédio assobradado do escritório ficava naAv. Cunha da Mota, 27. No primeiro andar, dormitório dos empregados da firma, cinco homens armados vigiavam. Os grandes armazéns estendiam-se à rua Coronel Gurgel, 475 e 487. O conjunto limitava-se com a rua Felipe Camarão. Colocaram também dez homens armados de rifles e fuzis, sob o comando de Francisco Alves Cabral." (Fonte:http://telescope.blog.uol.com.br)
Trincheira Capela de São Vicente de Paulo


O Prefeito Rodolfo Fernandes (1872-1927),  na elaboração da estratégia da Trincheira I,- defesa ao ataque de Lampião (1900-1938), a Mossoró-RN, em 1927, verificou que a lateral sul do palacete (casa 1, da imagem 02) estava fragilizada, pois, a pequena defesa da casa 2, imagem 2, havia sido abandonada.
Para tentar minimizar  esta vulnerabilidade naquele lado da edificação, montou a segunda trincheira, no campanário da Capela de São Vicente de Paulo, imagem 01. Esta foi a igreja que o bandido Lampião a denominou por "igreja da bunda redonda". (Fonte: http://telescope.blog.uol.com.br)


O Prefeito Rodolfo colocou as seguintes pessoas no campanário: Manoel Alves de Souza, Léo Teófilo e Manoel Felix. Daquele ponto, informariam sobre o movimento dos bandidos, e poderiam atirar em quem tentasse transpor os muros.
Contudo, o autor em referência, Raul Fernandes, frisou que do campanário da capela, número 3 e da imagem 2, somente podiam atirar para cima das casas e em alvos distantes. A espessura da parede e a larga cornija circundante impediam onde se desferia a luta. Mas, foi desta torre que Manoel Alves conseguiu avisar aos homens que estavam no telhado da trincheira principal da presença do bandido Jararaca, em pleno meio da avenida, o qual foi abatido por Manuel Duarte, posicionado na platibanda dá casa !. (Fonte:http://telescope.blog.uol.com.br)
Cangaceiro Jararaca ferido em combate.

Jararaca detido na Cadeia Pública, hoje Museu Municipal.
Bilhete de Lampião ao prefeito de Mossoró, Rodolpho Fernandes, exigindo pagamento para não atacar a cidade.

Posicionamento das tropas de Lampião, em vermelho, e da resistência de Mossoró, em amarelo (1 - Capela de São Vicente; 2 - Casa do Prefeito)
Prefeito de Mossoró

FontesFERNANDES, Raul. (1908-1998). A Marcha de Lampião, Assalto a Mossoró. 7a. edição, Coleção Mossoroense, Volume 1550,  Fundação Vingt-un Rosado, outubro de 2009; 
Fonte do Arquivo Fotográfio P&B - Azougue.

Sites sobre o Cangaço:


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ASSUNÇÃO, Paulo de. Patrimônio. São Paulo: Loyola, 2003.
BITTENCOURT, Circe (org.). O saber histórico na sala de aula. 8ª ed.São Paulo: Contexto, 2003. (Coleção Repensando o Ensino)
BRAICK, Patrícia Ramos. Estudar história: das origens do homem à era digital. São Paulo: Moderna, 2011.
LE GOFF, Jacques. História e memória. 4. ed. Campinas: Unicamp, 1996.
MOREIRA, Raimundo Nonato Pereira. História e memória: algumas observações. Disponível em:http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Hist%C3%B3ria-e-Mem%C3%B3ria.pdf Acessado em: 02 de ago. 2015.