Este blog é direcionado aos alunos da Escola Municipal Genildo Miranda, Lajedo, zonal rural de Mossoró-RN e aos apaixonados pela História.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
domingo, 10 de agosto de 2014
Você sabia!
POMBOS: O PRATO PREFERIDO DOS NEANDERTAIS
Por João Gustavo Reva, 08 de agosto de 2014
Paris (AFP) – Nosso primo, o homem de Neandertal,
provavelmente capturava pombos para se alimentar, segundo cientistas que
descobriram marcas de utensílios de cozinha, dentes e vestígios de cozimento em
ossos de pombos encontrados em uma caverna do penhasco de Gibraltar.
Os antropólogos estudaram a caverna de Gorham, situada em um
desfiladeiro em frente ao Mediterrâneo, onde se refugiavam muitos Homo
neanderthalensis, uma espécie de humanoide que habitou a Europa há 28 mil anos,
antes de entrar em extinção.
No total, eles encontraram mais de 17 mil ossos de
pombo-das-rochas, um antepassado selvagem do nosso pombo doméstico (Columba
livia), distribuídos em 20 sítios de ocupação na gruta (19 de neandertais, um
de humanos modernos).
“Descobrimos os testes de intervenção humana nestas ossadas
de pombo em onze sítios de neandertais”, bem como pelos ocupados por humanos
modernos (Homo sapiens).
A proporção de ossos que apresentam cortes praticados por
utensílios é relativamente reduzida, mas os cientistas destacam que “o tamanho
das presas dispensava os neandertais da utilização de tais utensílios para
consumi-las”.
“Depois de depenar e esfolar a ave, recorrer a mãos e dentes
era a melhor forma de desprender a carne e a gordura dos ossos. Prova disso são
as marcas de dentes que se observaram em alguns ossos de pombo”, escreveram os
arqueólogos em seu estudo, publicado na revista Nature Scientific Reports. Em
mais de 10% dos casos, os ossos apresentam também indícios de queimaduras e
cocção.
“Nossos resultados demonstram, sem dúvida nenhuma, que os
neandertais e, mais tarde, os humanos modernos consumiam pombos das rochas”, um
fenômeno que não constitui um caso isolado e que se prolongou por um período
muito longo, disseram os autores.
Os neandertais que se refugiavam na gruta puderam, com isso,
aproveitar a presença de pombos que faziam ninho nos desfiladeiros para
capturá-los com as mãos, afirmaram. O pombo selvagem teria constituído uma
“fonte estável de alimentação no entorno rochoso de Gibraltar, mas também em
outras regiões habitadas pelo homem de Neandertal”.
Fonte: http://www.emresumo.com.br/2014/08/08/pombos-o-prato-preferido-dos-neandertais_30712.html?utm_source=HomePortal&utm_medium=baixaki
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Raridade!
Fóssil de camarão de 100 milhões de anos é achado no Brasil
Atualizado: 17/01/2013 17:13 | Por Lauriberto Braga, estadao.com.br
FORTALEZA - Pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Divulgação
"Fóssil foi encontrado na cidade de Missão Velha".
FORTALEZA
- Pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca) e da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresentaram nesta
quinta-feira o único fóssil de camarão achado no Brasil. A estimativa
dos pesquisadores é que o fóssil tenha mais de 100 milhões de anos.
Encontrado em maio do ano passado, no distrito de Romualdo, na cidade de
Missão Velha, no Cariri cearense, os pesquisadores levaram oito meses
de estudos para comprovar que o fóssil era de um camarão pré-histórico.
O
fóssil de camarão trata-se da mais recente descoberta paleontológica do
Brasil. Na apresentação, os pesquisadores destacaram que o achado é
único exemplar no mundo, encontrado na Bacia Sedimentar do Araripe,
entre o Ceará e Pernambuco, e que evidencia que o sertão nordestino na
antiguidade era mar.
"Esse é um momento de grande relevância para a
região, que se evidencia mundialmente diante da importância e variedade
fossilífera da Bacia Sedimentar do Araripe", disse o pesquisador
paleontólogo Antônio Álamo Feitosa Saraiva. Álamo Saraiva, que é
pesquisador da Urca e diretor científico do Geo Park Araripe, revelou
que a peça vai ficar exposta do Geo Park, que fica na cidade de Crato, a
550 quilômetros de Fortaleza. A exposição é para conhecimento da
comunidade acadêmica e da sociedade em geral.
O fóssil será
registrado na revista Zootaxa, uma publicação neozelandesa especializada
em trabalhos que provem a existência de espécies inéditas no mundo.
Com
a descoberta os pesquisadores informam que há assim evidências que o
semi-árido nordestino já foi banhado pelo mar provavelmente na Era
Cretácea (entre 140 milhões e 65 milhões de anos). Os estudos da Urca e
da UFRJ indicam ainda que a região do Araripe pode ter tido lagoas com
alto nível de salinidade na Pré-História.
"Essa descoberta inédita
do fóssil do camarão prova que na Formação Romualdo, em Missão Velha,
havia água com algum nível de salinidade. Ali era uma região isolada do
mar, que deveria invadi-la esporadicamente", especula Álamo Saraiva.
Durante
a solenidade de apresentação foi prestada uma homenagem ao cientista,
professor e pesquisador da UFRJ, Alexander Kellner, que participou da
equipe de escavação que encontrou o fóssil raro de camarão.
Fonte: http://estadao.br.msn.com/ciencia/f%C3%B3ssil-de-camar%C3%A3o-de-100-milh%C3%B5es-de-anos-%C3%A9-achado-no-brasil
sábado, 30 de junho de 2012
Reportagem: Parente remoto do homem preferia madeira às folhasby pamella.piva |
Um pequeno um australopithecus sulafricano, parente remoto do ser humano, gostava de comer madeira e cortiça das árvores, enquanto a maioria dos hominídeos preferiam folhas e plantas mais macias, mostra um novo estudo.
Os autores chegaram à conclusão após examinar os dentes do australopithecus sediba, do qual foram encontradas dois exemplares em 2008, em uma caverna perto de Johannesburgo.
O primata "tinha uma dieta muito diferente dos outros hominídeos estudados até o momento. Como sua morfologia é muito parecida, acreditávamos que ele se seria mais ou menos parecido às outras espécies de tipo australopithecus, ou inclusive um pouco aos primeiros homens", disse Amanda Henry, do Instituto de Antropologia Max Planck. "Na realidade, ele consumia muito mais comida da região, incluindo alimentos duros".
Para chegar ao resultado, os autores bombardearam dentes do australopithecus sulafricano con laser para extrair carbono do esmalte. Os dentes dos outros 81 hominídeos analisados antes continham um tipo de carbono característico das folhas e ervas, mas o do australopithecus sediba originava-se de árvores e matas.
O achado sugere que este primeiro primata comia, pelo menos durante um período do ano, cortiça e outros materiais lenhosos.
"A cortiça, especialmente a que fica no interior das árvores, pode ser muito nutritiva. Todos os nutrientes da árvore passam por sua cortiça interna", diz a pesquisadora.
Para checar o resultado, os cientistas usaram uma técnica inédita: extrair dos dentes um pouco da placa formada pelo acúmulo de minerais e analisar minúsculos fragmentos vegetais fossilizados que haviam ficado presos nela há dois milhões de anos. O resultado comprovou que realmente se tratava de cortiça e madeira. Até então, nunca se havia estabelecido que os hominídeos africanos houvessem seguido essa dieta.
Para Paul Sandberg, da Universidade de Colorado Boulder, que participou do estudo publicado pela Nature, a alimentação do australopithecus sediba é bem parecida à dos chimpanzés da savana africana de hoje em dia.
Segundo Sandberg, "é uma descoberta importante porque a dieta é um dos aspectos fundamentais do animal, é o que dita seu comportamento e seu nicho ecológico".
"Parece que há alguns milhões de anos havia diferentes espécies de hominídeos que utilizavam o ambiente de diversas formas, já que cada um se focava em um tipo específico", diz a cientista.
"Mais tarde, surgiu o homo erectus, uma espécie capaz de locomover-se e desolcar-se em vários ambientes diferentes, o que foi uma grande mudança", conclui ele.
Fonte: Reflexões da História
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Sepultura misteriosa descoberta em região de Krasnodar
7.06.2012, 14:33 |
© foto: Grupo de iniciativas Kedr | |
Na região de Krasnodar foi descoberta uma sepultura que poderá revelar o segredo de dólmens. Num deles, os cientistas encontraram restos de um homem que viveu há 6 mil anos e era cerca de um milénio mais velho do que o faraó egípcio Quéops.
Os arqueólogos encontraram peças de cerâmica que, provavelmente, serviram para fins rituais, um crânio humano e muitos ossos. No entanto, os cientistas ainda não podem estudá-los visto terem sido apreendidos pela comissão de investigação da Procuradoria, que decidiu examiná-los apesar de os arqueólogos estarem seguros que a sepultura tem milhares de anos.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Cientistas descobrem na China homem desconhecido que conviveu com o moderno
Fósseis encontrados em duas cavernas do sudoeste da China revelaram a existência de um homem até agora desconhecido da Idade de Pedra com uma incomum mistura de traços físicos arcaicos e modernos, deixando uma nova pista sobre a adiantada evolução humana na Ásia. Com idades entre 14,5 mil e 11,5 mil anos, os fósseis são de homens que conviveram com seres humanos modernos (Homo sapiens) em uma época em que a agricultura estava em seu princípio na China. A reconstrução artística e o estudo foram publicados na revista "PLoS One" Mais Peter Schouten/EFE.
Até agora não haviam sido achados no leste do continente asiático fósseis humanos de menos de 100 mil anos de antiguidade que se diferenciassem fisicamente do Homo sapiens atual, o que levou os cientistas a pensarem que nessa região não havia antecessores dessa espécie quando apareceram os primeiros homens modernos, uma teoria que essa última descoberta põe em dúvida.
"Esses novos fósseis podem ser de uma espécie antes desconhecida que sobreviveu até o final da Idade do Gelo, há 11 mil anos", indicou Darren Curnoe da Universidade de Nova Gales do Sul, da Austrália, que liderou o estudo junto com Ji Xueping do Instituto de Arqueologia e Relíquias Culturais de Yunnan chinês.
Conforme Curnoe, a outra opção seria que os fósseis se tratassem de representantes de uma migração da África muito adiantada e desconhecida de homens modernos que, no entanto, não contribuíram geneticamente para o homem atual.
Os restos de três indivíduos foram encontrados em 1989 por arqueólogos chineses em Maludong (a caverna dos cervos vermelhos) perto da cidade de Mengzi, na província de Yunnan, mas só começaram a ser estudados em 2008 por cientistas chineses e australianos.
Um quarto esqueleto parcial apareceu em 1979 em uma caverna em Longlin, na região autônoma de Guangxi Zhuang, mas permaneceu no bloco de pedra onde foi descoberto até 2009, quando foi reconstruído.
Os crânios e dentes de Maludong e Longlin são muito similares entre si e representam uma mistura incomum de características anatômicas arcaicas e modernas.
Os cientistas chamam esses homens de "povo dos cervos vermelhos", já que caçavam esses animais hoje extintos e os cozinhavam na caverna de Maludong.
"A descoberta do povo dos cervos vermelhos abre um novo capítulo na história da evolução humana - o asiático - e é uma história que só agora está começando a ser incluída", afirmou Curnoe.
Embora a Ásia conte atualmente com mais da metade da população mundial, os cientistas ainda sabem pouco sobre como os humanos modernos evoluíram nessa localidade depois que seus ancestrais se fixaram na Eurásia há cerca de 70 mil anos.
Até o momento os estudos sobre as origens humanas se centraram principalmente na Europa e na África, devido em grande parte à ausência de fósseis na Ásia e ao desconhecimento da antiguidade dos poucos restos encontrados nessa zona.
Fonte: www.uol.com.br
14/03/2012.
14/03/2012.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O homem de Neandertal pensava como nós? Parte I.
O arqueólogo João Zilhão defende a tese de que nossos parentes, de reputação intelectual duvidosa, compartilhavam as mesmas aptidões cognitivas
Por João ZilhãoHá duas décadas, o arqueólogo português João Zilhão, da University of Bristol, na Inglaterra, estuda nosso primo mais próximo, o homem de Neandertal, que ocupou a Eurásia por mais de 200 mil anos antes de desaparecer misteriosamente há cerca de 28 mil anos. Especialistas da área debatem há tempos eventuais semelhanças entre a cognição do homem de Neandertal e a nossa. Em posição central nessa controvérsia estão alguns sítios neandertais contendo restos culturais indicativos do uso de símbolos – inclusive jóias – que são um elemento determinante do comportamento humano moderno. Zilhão e outros argumentam que o homem de Neandertal inventou sozinho essas tradições simbólicas, antes de os seres humanos ditos modernos, do ponto de vista anatômico, terem chegado à Europa, há cerca de 40 mil anos. Os críticos, por outro lado, acreditam que esses objetos tiveram sua origem entre os modernos.
No entanto, em artigo publicado em janeiro na Proceedings of the National Academy of Sciences, nos Estados Unidos, Zilhão e seus colegas relataram descobertas que poderiam encerrar a polêmica: conchas marinhas manchadas de pigmentos, de dois sítios na Espanha datados de quase 50 mil anos atrás – 10 mil anos antes de os homens ditos modernos do ponto de vista anatômico terem se dirigido à Europa. Recentemente, Zilhão discutiu as implicações das novas descobertas de sua equipe com a editora Kate Wong, da Scientific American. Segue uma versão editada dessa conversa.
SCIENTIFIC AMERICAN: Paleoantropólogos debatem o comportamento dos homens de Neandertal há décadas. Por que todo esse alvoroço agora?
JOÃO ZILHÃO: O debate dos últimos 25 anos decorre da teoria pela qual os homens com anatomia moderna se originaram, como uma nova espécie, na África e depois se espalharam a partir dali, substituindo os homens primitivos como os de Neandertal. Aliado a essa noção, havia o princípio de que as espécies são defi nidas tanto por sua anatomia quanto pelo comportamento. Dessa forma, os homens de Neandertal, por não terem uma anatomia moderna, não poderiam, por defi nição, ser moderno em seu comportamento.
Porém, havia problemas com esse modelo. Em 1979, arqueólogos que trabalhavam no sítio em St. Césaire, na França, encontraram um esqueleto neandertal em uma camada que continha resquícios culturais produzidos segundo a assim chamada tradição chatelperroniana. Na época, os especialistas acreditavam que os artefatos chatelperronianos – ornamentos corporais e ferramentas sofi sticadas de osso, entre outros elementos – teriam sido produzidos por homens modernos. Mas, em vez disso, estabeleceu-se que as descobertas de St. Césaire tinham conexão com o homem de Neandertal.
Você quer saber mais?
http://www2.uol.com.br/sciam/
No entanto, em artigo publicado em janeiro na Proceedings of the National Academy of Sciences, nos Estados Unidos, Zilhão e seus colegas relataram descobertas que poderiam encerrar a polêmica: conchas marinhas manchadas de pigmentos, de dois sítios na Espanha datados de quase 50 mil anos atrás – 10 mil anos antes de os homens ditos modernos do ponto de vista anatômico terem se dirigido à Europa. Recentemente, Zilhão discutiu as implicações das novas descobertas de sua equipe com a editora Kate Wong, da Scientific American. Segue uma versão editada dessa conversa.
SCIENTIFIC AMERICAN: Paleoantropólogos debatem o comportamento dos homens de Neandertal há décadas. Por que todo esse alvoroço agora?
JOÃO ZILHÃO: O debate dos últimos 25 anos decorre da teoria pela qual os homens com anatomia moderna se originaram, como uma nova espécie, na África e depois se espalharam a partir dali, substituindo os homens primitivos como os de Neandertal. Aliado a essa noção, havia o princípio de que as espécies são defi nidas tanto por sua anatomia quanto pelo comportamento. Dessa forma, os homens de Neandertal, por não terem uma anatomia moderna, não poderiam, por defi nição, ser moderno em seu comportamento.
Porém, havia problemas com esse modelo. Em 1979, arqueólogos que trabalhavam no sítio em St. Césaire, na França, encontraram um esqueleto neandertal em uma camada que continha resquícios culturais produzidos segundo a assim chamada tradição chatelperroniana. Na época, os especialistas acreditavam que os artefatos chatelperronianos – ornamentos corporais e ferramentas sofi sticadas de osso, entre outros elementos – teriam sido produzidos por homens modernos. Mas, em vez disso, estabeleceu-se que as descobertas de St. Césaire tinham conexão com o homem de Neandertal.
Você quer saber mais?
http://www2.uol.com.br/sciam/
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Neanderthal teria convivido com o homem moderno
LONDRES (INGLATERRA) - O homem moderno conviveu com seu parente mais primitivo, o Homem de Neanderthal, chegando a compartilhar moradia e ornamentos. A afirmação é de arqueólogos franceses que encontraram as provas mais convincentes até agora de que as duas espécies conviveram, uma hipótese polêmica levantada há alguns ano. Mais do que isso, a descoberta indica que elas viveram nos mesmos locais e com as mesmas condições de vida.
O estudo francês foi considerado tão significativo, que mereceu destaque na revista britânica "Nature", uma das mais importantes do mundo. Os novos dados obrigarão os especialistas a rever a história da evolução humana.
Além disso, a causa da extinção do Homem de Neanderthal (Homo sapiens neanderthalensis), até agora atribuída a modificações ambientais, tornou-se incerta. Os ossos e artefatos têm aproximadamente 30 mil anos de idade. Inicialmente, supunha-se que o Homem de Neanderthal tivesse surgido há 300 mil anos e desaparecido há pelo menos 300 mil.
Fonte: Jornal Gazeta do Oeste, Caderno Universo, p. 9, 26/05/1996.
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