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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Manifestações Populares no Oriente Médio

Manifestação em Tripoli contra o governo de Muammar Kadafi

Protestos pacíficos contra os regimes autocráticos se espalham por quase todo o Oriente Médio (Bahrein, Líbia, Iêmen, entre outros). A onda extraordinária popular em busca de libertação (liberdade de expressão, de pensamento, fazer parte das decisões políticas, possibilidade de moradia, saúde, emprego e dignidade) parece mais uma "tsunami" social.

Autocracia literalmente significa a partir dos radicais gregos autos (por si próprio), kratos (poder), poder por si próprio. É uma forma de governo na qual um único homem detém o poder supremo. Ele tem controle absoluto em todos os níveis de governo, sem o consentimento dos governados. O sentido do termo tem uma denotação histórica concreta e política que convergem em muitos pontos (Wikipédia).

Muammar Kadafi

Em contrapartida, os regimes autocráticos responde com violência as manifestações populares. O governo do ditador Muammar al-Kadafi, há mais de 40 anos no poder, inibe a população com o corte drástico ao acesso a comunicação com o  mundo externo, via internet, linhas telefônicas e redes sociais. Tudo isso, em nome do poder absoluto, onde todos devem obedecer suas ordens sem questionar. 

"Queremos liberdade", diz o cartaz

Diante das perseguições e atos violentos, os manifestantes não se intimidam. É por meio da comunicação via satélite, que as pessoas expõe a violência descarada, insolente do regime ditatorial. Todos os meios repressivos são utilizados pelo governo de Kadafi, desde o uso da Força Aérea (empregada para bombardear setores da capital Tripoli) até o assassinato de civis. "Os aviões de guerra e os helicópteros estão bombardeando indiscriminadamente um setor após outro. Há muitos mortos", disse um das testemunhas citados pela televisão "Al Jazeera".

É necessário, urgente, que a ONU, através de seus membros, impeçam que "os momentos de violência se transformem em tragédia". Que se proiba a censura, que o povo não seja impedido de se organizar publicamente para reivindicar seus direitos e comunicar ao mundo os atos insanos dos governos nos quais estão submetidos.

Por Lima Júnior